
Vivemos num tempo em que o mundo parece avançar mais depressa do que a nossa capacidade de o compreender. As notícias diárias mostram-nos tensões crescentes e conflitos que reacendem receios do passado. Por isso, pensar na paz e agir pela paz, é uma urgência e uma responsabilidade.
É precisamente neste cenário que o papel do Rotary se revela relevante e indispensável.
A paz, na sua forma mais verdadeira, não é só a ausência de guerra. É um equilíbrio delicado que se sustenta quando aprendemos a ouvir o outro, a compreender antes de julgar, a dialogar onde antes existia conflito. Para todos nós, Rotários, esta visão é um dos pilares da nossa missão e, neste mês, o nosso foco maior.
O Rotary acredita que a paz nasce nas comunidades e nas pequenas escolhas que moldam mentalidades. E isso implica também olhar para a educação e para a infância, onde tantas vezes se plantam os estereótipos que mais tarde alimentam discriminações e divisões. Neutralizar preconceitos desde cedo, ensinar o valor da empatia, promover a igualdade e combater estereótipos de género, culturais ou sociais é, também, uma poderosa ação de paz. Uma criança que aprende a ver o outro como igual cresce com menos medo e mais compreensão. Acredito que esta transformação silenciosa é das mais eficazes para prevenir conflitos futuros.
A iniciativa mais emblemática desta visão são os Centros Rotary pela Paz que, em colaboração com universidades de excelência em vários continentes, formam líderes que estudam, praticam e constroem a paz. Através das Bolsas Rotary pela Paz, damos oportunidade a profissionais experientes de se especializarem em mediação, segurança humana e resolução de conflitos.
Mas, apesar deste prestígio internacional, a força do Rotary vive sobretudo da ação local, dos inúmeros projetos de alfabetização, de fornecimento de agua potável, de intercâmbio de jovens, simples, mas transformadores e que contribuem para a paz
Neste mês, enquanto refletimos sobre a paz, não esqueçamos que cada um de nós pode ser parte da solução, pois acreditamos na paz. Trabalhamos por ela, todos os dias.
E, juntos, Unidos para Fazer o Bem, podemos ajudar o mundo a afastar-se da ameaça de novos conflitos e a avançar para um futuro mais humano, mais justo e verdadeiramente pacífico.
Com amizade,
Deolinda Nunes
Governadora do Distrito 1970