
Num mundo marcado por tensões geopolíticas persistentes, crises humanitárias prolongadas, migrações forçadas e novos desafios tecnológicos que aumentam a desigualdade e por vezes distorcem a realidade, o compromisso de Rotary com a paz torna se ainda mais urgente e relevante. A paz é um trabalho contínuo e Rotary, parceiro histórico da ONU, tem sido um agente ativo na sua construção.
Os Centros Rotary pela Paz, reconhecidos como pólos de excelência, continuam a formar líderes prontos para mediar conflitos, ajudar a reconstruir comunidades e a promover políticas públicas sustentáveis. Mais de duas décadas depois da criação destes centros, muitos dos que por lá passaram trabalham em organizações internacionais e locais, governos, universidades e ONGs, promovendo os princípios e os valores de Rotary.
A paz exige mais do que a ausência de guerra, precisamos de combater a violência, a fome que volta a crescer em várias regiões, a exclusão social, a desigualdade de género, o impacto das alterações climáticas e a erosão da confiança entre pessoas e instituições. É fundamental defender a diversidade, a equidade e a inclusão como pilares de sociedades mais justas, sustentáveis e resilientes.
A paz constrói-se também no nosso dia-a-dia quando promovemos a educação e a alfabetização, quando reforçamos a saúde pública, quando garantimos água e saneamento, quando apoiamos o desenvolvimento económico e comunitário, quando protegemos o ambiente, quando apostamos na compreensão mútua entre pessoas e comunidades, escutando, cooperando e procurando aproximar em vez de dividir. Cada uma das áreas de ação de Rotary é, na realidade, uma peça essencial deste grande mosaico a que chamamos paz.
Ao celebrarmos o 121º aniversário de Rotary a 23 de fevereiro, honramos a nossa história, mas sobretudo os que nos antecederam e que desenvolveram pessoas e transformaram comunidades, que nos inspiram a continuar este legado, inovando e contribuindo para um mundo melhor e sustentável para todos.
Como rotários, somos chamados a ser agentes promotores da paz, não apenas em grandes projetos, mas em cada uma das nossas ações por mais singelas que sejam, nas parcerias que construímos, em cada pessoa que apoiamos e desenvolvemos e em cada comunidade que transformamos. A paz começa connosco e expande-se através de nós.
Neste mês de fevereiro renovemos o nosso propósito e continuemos a construir um mundo mais pacífico, mais justo e sobretudo mais humano.
Um abraço amigo,
Jorge Lucas Coelho
Governador do Distrito 1960